Mostrando postagens com marcador Alexei Bueno. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alexei Bueno. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Concurso de Poesia Augusto dos Anjos terá apresentações teatrais em praça pública



A 21ª edição do Concurso Nacional de Poesia Augusto dos Anjos, que começa na próxima semana, na segunda-feira, 12, contará também com apresentações de espetáculos teatrais em praça pública, com o objetivo de ampliar o número de beneficiados com o projeto de incentivo à leitura.

A Secretária de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo e também organizadora do Concurso de Poesia, Rosângela Lima, afirma que a marca principal do Concurso deste ano será a pluralidade de ações artísticas que serão oferecidas e que contará com um pocket show, além das declamações de poesia, já feitas no ano passado e que continuam neste ano, e das apresentações teatrais.

Serão apresentadas quatro peças teatrais, duas apresentações do espetáculo “Me dá um minuto?”, na segunda-feira, 12, às 10h e 15h, do ator Marco Andrade, do Rio de Janeiro, na terça, 13, às 15h, o espetáculo “Caixinha Poética”, com a atriz Nancy Macedo, também do Rio de Janeiro, e duas com a Companhia de Teatro de Bolso, de Ponte Nova, na quarta-feira, 14, com as peças “Sossego, o rato que queria ser morcego”, às 10h, e “A trupe da alegria no reino dos cafundós”, às 15h, as apresentações acontecerão na Praça Félix Martins e no Museu Espaço dos Anjos. 

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Concurso de poesia Augusto dos Anjos trará poetas a Leopoldina



Leopoldina, que realiza há 21 anos o Concurso Nacional de Poesia Augusto dos Anjos, terá neste ano a presença de poetas, músicos e grupos teatrais que celebrarão a consolidação do evento na cidade e suas ramificações como a recente inauguração do Museu Espaço dos Anjos e agora a criação da semana augustiniana.

Esta semana dedicada à memória do poeta Augusto dos Anjos faz parte do projeto EDUCAR, do IEPHA, que visa a preservação do patrimônio material e imaterial de uma sociedade. No caso de Leopoldina, a mudança de data do concurso, que ocorria sempre no final de outubro, deu-se quando nosso Superintendente de Cultura, lembrou que Augusto faleceu no dia 12 de novembro e que neste ano cairia numa segunda-feira, ótima oportunidade para começar com uma grande celebração, afirma Rosângela Lima, referindo-se a Geraldo Filho, que organiza o FELICA – Festival Literário de Cataguases.

Eucanaã Ferraz falará sobre a influência da poesia de Augusto dos Anjos na obra de Vinícius de Moraes
A Semana Augustiniana vai de 12 a 18 de novembro e possui uma extensa lista de convidados, em especial, do gênero poético como os poetas Eucanaã Ferraz, Fernando Fiorese, Eduardo Tornaghi, Alexei Bueno, além de espetáculos teatrais infanto-juvenis e do palestrante Nailor Marques Jr. Acontecerão também declamações de poesia em vários pontos da cidade, como em frente a bancos, em praças públicas, escolas.

Para Rosângela Lima, a cidade respirará poesia durante a semana, pois preparamos algumas intervenções urbanas a fim de deixar Leopoldina mais familiarizada com o gênero poético e também com os versos de Augusto dos Anjos. A programação completa da semana poética em Leopoldina estará disponível no site do Museu Espaço dos Anjos a partir de segunda-feira, 05, no site Museu Espaço dos Anjos.

sábado, 20 de outubro de 2012

Concurso de Poesia Augusto dos Anjos tem número de inscrições recorde


Encerraram-se nesta quarta-feira, 17, as inscrições da 21ª edição do Concurso Nacional de Poesia Augusto dos Anjos com um número recorde de participantes, 738, no total. Criado em 1991, pelas funcionárias da Biblioteca Municipal Luiz Eugênio Botelho, o Concurso vem aumentando seguidamente o número de inscritos nos últimos anos, afirmou a Secretária de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, Rosângela Lima, que credita esta evolução à possibilidade da inscrição ser feita on line e à criação do site do Museu Espaço dos Anjos neste ano. Sem dúvida, a criação de uma página exclusiva para o museu foi um diferencial nesta edição, pois 2012 é o centenário da publicação do único livro de Augusto dos Anjos e data desse grande presente que a cidade de Leopoldina ganhou. Para mais informações do Museu Espaço dos Anjos e do Concurso Nacional de Poesia Augusto dos Anjos, acesse aqui.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Museu Espaço dos Anjos é inaugurado em Leopoldina com grande presença de público

Um espaço todo dedicado à memória do poeta Augusto dos Anjos foi inaugurado na noite desta quarta-feira, 10, em Leopoldina, onde está sepultado. Com aproximadamente 160 visitantes, a solenidade contou com a presença das autoridades públicas, agentes e produtores culturais que, ansiosos, esperaram anos a fio para ver concluído o trabalho de levantamento e preservação dos pertences do poeta que estavam de posse da Promotoria de Proteção ao Patrimônio.

O restauro, o estudo acerca da poesia de Augusto e sobre sua vida e sua passagem por Leopoldina duraram 15 meses e mesmo com muitas dificuldades e muito trabalho foi possível montar um espaço agradável, didático e com excelente conteúdo e lutamos contra o espaço reduzido, característico das casas como a que abriga a partir de hoje o Museu Espaço dos Anjos, afirma Rosângela Lima, Secretária de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo.

Durante a cerimônia, o promotor responsável pelo inquérito e detentor da documentação antes desta ter sido repassada para o Município, Sérgio Soares da Silveira, ressaltou que foi uma vitória da cidade, pois ao longo dos anos vários prefeitos tiveram ações decisivas para que este feito fosse alcançado. Reiterando as falas do Promotor do Município, o poeta Alexei Bueno, que doou um pé de tamarindo para que fosse plantado outro no lugar, disse que foi em Leopoldina que Augusto passou os dias mais tranquilos de sua vida, embora tenha encontrado aqui o seu caminho para eternidade.

O acervo do Museu conta cópias de manuscritos de Augusto, declarações e objetos que dizem a respeito do poeta, documentações referentes ao Espaço dos Anjos, criado, informalmente, por Luiz Raphael Domingues Rosa, artista plástico, conhecido como o ”Mordomo de Augusto”, pois morou quase 30 anos na casa, até 2007, quando faleceu, além de um espaço criado para abrir uma biblioteca que funcionará como uma fortuna crítica sobre a poesia do poeta do absurdo.
Para mais informações sobre o museu, acesse o site museu.


quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Irmão gêmeo de tamarindo é plantado junto ao túmulo de Augusto dos Anjos



Alexei Bueno e o prefeito Bené Guedes adubando o pé de tamarindo
 Aconteceu na manhã desta quarta-feira, 10, o plantio de um outro pé de tamarindo atrás do túmulo do poeta Augusto dos Anjos. Na solenidade, estiveram presentes o prefeito Bené Guedes, a Secretária de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo, Rosângela Lima, o Superintende de Cultura, Geraldo Filho, o Secretário de Governo, Sérgio Lupatini, o poeta Alexei Bueno, sua mãe, Sônia de Mattos Bueno, e Rafael Loche, estudioso da poesia de Augusto.

O plantio aconteceu, pois era vontade do poeta, nascido na Paraíba, ser enterrado sob os galhos do tamarindo que ficava no quintal da fazenda onde morou na infância e, em um ato solene, no dia 20 de abril de 2002, vieram duas mudas da Fazenda Pau d´Arco, uma foi plantada no cemitério e a outra dada ao poeta e crítico literário, Alexei Bueno. Quando informado da fatalidade ocorrida com o tamarindo que dava sombra ao descanso eterno de Augusto, a árvore foi atingida por um raio, Alexei imediatamente atendeu à solicitação e comprometeu-se em doar a sua árvore, que havia sido plantada em um vaso, após o Jardim Botânico do Rio de Janeiro recusar a árvore. “Prometi, inclusive, que dava uma placa de bronze, mas nem assim quiseram”.

Contente com a recusa do Jardim Botânico, Rosângela Lima disse que o destino do tamarindo era ficar em Leopoldina.

O ato simbólico faz parte da programação da inauguração do Museu Espaço dos Anjos que acontecerá esta noite, às 19, na rua Barão de Cotegipe.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Museu dedicado à memória de Augusto dos Anjos será inaugurado dia 10 em Leopoldina



No ano em que se comemoram os 100 anos de publicação do livro EU, do poeta Augusto dos Anjos, a memória deste singular nome da poesia brasileira ganhará um Museu todo ele dedicado à sua produção poética em Leopoldina, onde faleceu em 1914 e encontra-se sepultado.

A casa onde morou o poeta paraibano, enquanto morou na cidade, de maio a novembro, localizada na rua Barão de Cotegipe, na região central, foi, durante muito tempo, alvo da luta de membros do Conselho Municipal de Patrimônio, da OSCIP Felizcidade e de admiradores de sua poesia para que ela fosse mantida como “Espaço dos Anjos”, nome dado por Luiz Raphael, artista plástico que morou por anos na casa e era conhecido como “o mordomo de Augusto” , por manter documentos e inúmeros recortes de jornais acerca do trabalho de Augusto dos Anjos.

Avaliados em cerca de R$300.000,00, o restauro, a ampliação e a compra dos móveis e equipamentos para o Museu foram viabilizados graças aos recursos advindos do ICMS Cultural, que o município passou a receber nos últimos anos, como prova das ações culturais e de incentivo às manifestações culturais feitas na cidade.

Para a Secretária de Cultura de Leopoldina, Rosângela Lima, foi uma vitória coletiva a inauguração deste Museu. “Sou conselheira há 14 anos e sempre tive o sonho de ver essa casa como ela está hoje, pronta para receber visitantes do Brasil inteiro. Tivemos muito cuidado em deixar a casa muito próxima do que era no início do século passado, fazendo alusão ao elemento arquitetural da época, mas foi necessária a inserção de algumas informações nas paredes até para que apresentássemos melhor sua poesia para os visitantes, pois, embora sejam de grande impacto, seus versos, causam, muitas vezes, estranhamento numa primeira leitura.”

No acervo do Museu estão alguns pertences de Augusto, como o convite de casamento com D. Esther, fragmentos de cartas e fotos do poeta. Na verdade, é um acervo que começa pequeno, mas temos, inclusive, a promessa de Alexei Bueno, um dos maiores especialistas em Augusto dos Anjos, em doar fotos e a primeira edição do livro EU para o museu, após sua morte, ressalta Geraldo Filho, Superintendente de Cultura.

Nosso próximo passo será encaminhar junto ao IPHAN, com a ajuda de Alexei Bueno, que se comprometeu em uma de suas palestras em Leopoldina sobre Augusto dos Anjos, a nos ajudar a elaborar o processo de solicitação do tombamento da Casa Augusto dos Anjos a nível federal, permitindo a Leopoldina não só a sua projeção nacional, bem como a atender um dos critérios para participação do próximo edital do PAC – Cidades Históricas, ressalta Rosângela Lima, também presidente do Conselho Municipal de Patrimônio Cultural.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Inscrições para o 21º Concurso de Poesia Augusto dos Anjos começa nesta segunda, dia 17



Nos 100 anos de publicação da única obra do poeta paraibano Augusto dos Anjos, a Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Turismo de Leopoldina abre as inscrições, nesta segunda, dia 17, para a 21ª edição do Concurso Nacional de Poesia Augusto dos Anjos e vai até o próximo dia 17 de outubro.

Reconhecido como um dos mais importantes concursos do gênero poético do país, que contempla poetas ainda desconhecidos do grande público, a edição deste ano apresenta algumas novidades, entre elas a nova data. “Decidimos mudar a data da premiação do concurso, que era no final do mês de outubro, por conta das chuvas, e mudamos para meados de novembro, período que coincide com a data da morte de Augusto dos Anjos, dia 12 de novembro”, afirma Rosângela Lima, secretária de Cultura.

Outro ponto de mudança sensível é o local de premiação, que acontecia nas dependências da Câmara Municipal ou no auditório do Cefet, e neste ano será no anfiteatro do Museu Espaço dos Anjos. 

Ano passado, foram mais de 600 inscritos e este ano a expectativa é aumentarmos em cerca de 20% o número de inscritos, ressalta Rosângela, que atribui essa meta graças à inauguração do museu e às presenças de nomes importantes da poesia brasileira em Leopoldina nos últimos anos, como os de Afonso Romano Sant´anna, Ferreira Gullar, Alexei Bueno e Fabrício Carpinejar.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Acervo do poeta Augusto dos Anjos deve ganhar museu em Leopoldina

Escritor paraibano está enterrado sob um tamarindeiro na cidade mineira
Pode parecer macabro, mas foi o cemitério que levou a equipe do Estado de Minas até Leopoldina, na Zona da Mata, a 320 quilômetros de Belo Horizonte. Nada mais apropriado em se tratando de uma reportagem sobre Augusto dos Anjos (1884-1914), que ficou conhecido como o poeta da morte ao cultuar em seus versos temas mórbidos e fúnebres como morcegos, coveiros, vermes e afins. A notícia sobre o corte do tamarindeiro que sombreava o túmulo do escritor que repousa na cidade mineira virou assunto entre os lepoldinenses e especulou-se acerca de uma eventual sabotagem. Até porque, Augusto dos Anjos motivou uma briga histórica e acirrada entre Minas e Paraíba, seu estado natal, para ver onde seria a morada eterna do poeta nascido no Engenho Pau d'Arco (PB). A “batalha” só findou quando os filhos Guilherme e Glória assinaram, em 1977, um documento contra a trasladação dos ossos do pai para o Nordeste.

 Inclusive, uma das razões que o governo paraibano alegava era que Augusto dos Anjos sempre demonstrou o desejo de ser enterrado sob a sombra dessa árvore, como revela o poema Debaixo do tamarindo: “Quando pararem todos os relógios/ De minha vida, e a voz dos necrológios/ Gritar nos noticiários que eu morri/ Voltando à pátria da homogeneidade/ Abraçada com a própria Eternidade/ A minha sombra há de ficar aqui!”.

“O tamarindo está muito presente na vida e na obra do poeta. E é uma presença muito reiterada e de imensa força afetiva. Podemos dizer que Augusto dos Anjos – que sobre árvores já escrevera um dos mais belos sonetos da língua, “A árvore da serra” – fez do seu tamarindo a árvore mais famosa da poesia brasileira, imortalizou-a, transformou-a numa árvore de todos nós, coisa que só os grandes artistas conseguem fazer”, declara o escritor Alexei Bueno, autor da edição crítica da Obra completa de Augusto dos Anjos, e estudioso do assunto.

Plantado desde 2002 atrás do jazigo de Augusto dos Anjos, o tamarindeiro teve que ser cortado pela Prefeitura de Leopoldina depois de uma denúncia à polícia ambiental da cidade, de que seus galhos estavam caindo nas residências próximas ao cemitério. E para evitar danos maiores, a poda foi necessária. “No começo do ano, recebemos a informação de que a árvore estava muito seca. E ao longo do tempo, ela foi definhando. A polícia ambiental começou a receber reclamações de queda de galhos nas casas ao redor e constatou-se que a árvore estava morta. A solução foi cortá-la. Não acredito em conspiração, em nada disso. Árvores são seres vivos e podem morrer. Até porque, a maioria das pessoas daqui nem sabe do que está por trás desse tamarindeiro. É apenas mais uma árvore no cemitério. Não acredito que ninguém ia danificá-lo ou envenená-lo por maldade”, destaca Geraldo Filho, superintendente de Cultura de Leopoldina.

Aproveitando que 2012 marca o centenário do único livro publicado por Augusto, Eu, considerado uma das publicações mais importantes da poesia brasileira e um dos mais editados da história – já está em sua 54ª edição –, uma série de eventos está programada para lembrar a figura do poeta. Prova da importância do livro foi sua indicação para a lista de obras literárias indicadas para o próximo vestibular da UFMG.

A mais simbólica das homenagens deve ser o plantio de outra muda de tamarindo próxima ao túmulo do poeta em Leopoldina, aliás, “irmão” do que morreu. “A muda que plantamos há 10 anos no cemitério era proveniente do famoso tamarindeiro que se encontra no Engenho Pau d'Arco, na Paraíba, onde o Augusto dos Anjos nasceu. Na ocasião vieram duas e a outra está com o Alexei Bueno, plantado em um vaso na varanda da casa dele, no Rio, e o Alexei se prontificou a doar essa muda à cidade”, acrescenta Geraldo.

Alexei Bueno diz que solicitou que a Prefeitura de Leopoldina consultasse um botânico, agrônomo ou outro especialista para saber se a árvore, depois de mais de 10 anos num vaso, cresceria normalmente. “Nesse caso, a levaria até lá e, obviamente, gostaria de ser um dos presentes a plantá-la, o que seria uma coisa emocionante para mim”, frisa o poeta e escritor.

CELEBRAÇÕES

Além do plantio do tamarindeiro, a prefeitura do município promete outros eventos para intensificar e resgatar a memória de Augusto dos Anjos entre os leopoldinenses. No dia 27 de setembro, está prevista a reabertura do Espaço dos Anjos. A casa onde o poeta passou os últimos meses de vida, de junho a novembro de 1914, localizada na Rua Rua Barão de Cotegipe, 11, está fechada desde 2007, quando o artista plástico Luiz Raphael Domingues Rosa, que a alugou nos anos 1970, morreu. Rafael fez do imóvel o seu ateliê, mas preservou a memória do escritor e o transformou uma espécie de museu informal.

“O Rafa sempre fez questão de que ali fosse um lugar para se lembrar e reviver Augusto dos Anjos. Reuniu documentos pessoais e da história da cidade. Quando ele morreu, o acervo foi parar no Ministério Público e agora é de propriedade da prefeitura. Infelizmente, muita coisa se perdeu”, lamenta Filomena Toledo França, produtora cultural e amiga de Luiz Rafael. A ideia da Secretaria de Cultura é que o acervo, basicamente documental, faça parte do museu. O Estado de Minas teve acesso ao material, que tem cópias da certidão de óbito do poeta e a de nascimento da esposa, Ester Fialho, além de reproduções de cartas, artigos de jornais e fotografias.

MONOTONIA E HOSPITALIDADE

Augusto dos Anjos foi para Leopoldina em junho de 1914, nomeado diretor do grupo escolar da cidade, indicado pelo deputado Ribeiro Junqueira. Na época, ele morava no Rio de Janeiro, mas como as condições não eram favoráveis na então capital da República, aceitou de bom grado o convite para viver na pacata cidade do interior mineiro. Em carta do poeta endereçada à mãe, dona Sinhá Mocinha, relata como era a vida na cidade: “As condições de vida nesse lugar são as melhores possíveis, segundo informações que me foram dadas a respeito.

O povo aqui é nimiamente hospitaleiro, havendo-nos prodigalizado ótimo acolhimento. A cidade é como todas as suas congêneres, de feio aspecto arquitetural, nada faltando, entretanto, relativamente às comodidades. As casas são assoalhadas, têm luz elétrica etc. etc.. Até aqui estou bastante satisfeito. Empossei-me anteontem no emprego com a solenidade relativa que lugares, como este, distanciados de pseudocivilização afetada, comportam.

Nesta cidade, que, posta em comparação com o Rio, é de um quietismo absoluto, tudo se mantém numa invariabilidade de verdadeiro ramerrão. Apesar da monotonia, tenho passado bem aqui, não somente sob o ponto de vista de saúde, como também sob o da chamada vida material”.